Projeto Mente Livre - projetomentelivre@yahoo.com.br


REFLEXÃO
Aula das 5 horas de 27/05/06

Penitenciária Estadual de Parnamirim - Sala de Yoga

 

 

          "ABhagavad Gita aconselha o desempenho da ação sem apego aos seus frutos. Há ações que devem ser executadas como um dever da pessoa, de acordo com sua posição na sociedade. E, se estas ações são feitas com o espírito adequado, elas não trarão apego à pessoa, de forma alguma. Empreendam todas as ações como atores em uma peça, mantendo sua identidade separada e não se apegando demais a seu papel. Lembrem-se de que tudo é somente uma peça, e de que o Senhor lhes designou um papel. Representem bem seu papel; então, seu dever acaba.”

        

Sathya Sai Baba

 

 

Comentário de Gusson

 

            “ O que a mensagem trata basicamente é o que no Yoga nós designamos como Karma Yoga. Isso significa que cada ação que realizamos deve ser empreendida, como diz a mensagem, sem que desenvolvamos apego aos frutos dessa ação, ou seja, ao seu resultado final. Isso significa que quando nos engajamos em qualquer tipo de ação, devemos fazê-la da melhor maneira possível, oferecendo o nosso trabalho a Deus e deixarmos com Ele, o resultado final de nossos esforços. Não nos cabe a preocupação com o resultado da ação, mas sim a execução correta da ação. E como sabermos se o que estamos fazendo é correto ou não? Apesar de parecer simples essa analise, se nos infiltrarmos em assuntos mais delicados da convivência humana, perceberemos que a simplicidade é apenas aparente. Muitas questões, quando no campo da ética e da moral, acabam por se tornar dificílimas de serem solucionadas ou mesmo de se chegar a conclusões do que deve ser feito. Para que não fiquemos nos debatendo dentro de um deserto de opiniões várias sobre cada situação que nos envolva, Sai Baba disse que devemos aplicar um teste simples para sabermos se o que iremos fazer é correto ou não. Ele disse que se qualquer ação que fizermos for capaz de promover a Verdade e o Amor, ela é correta. Apenas isso. Temos que fazer esse teste continuamente em nossas vidas diárias para que estejamos habilitados a prosseguir em nosso caminho interior. É importante também observarmos o final da mensagem, pois ela nos exorta claramente a percebermos que estamos atuando em um mundo temporário, utilizando corpos temporários e que o que nos cabe fazer é executar nossas ações com a consciência de que nossa Verdadeira identidade é Espiritual e que a vida física é apenas uma passagem, um aprendizado necessário para que nos libertemos das prisão de nosso egoísmo(engendrado pela errônea concepção de que somos apenas nossos corpos físicos), para que finalmente possamos reaprender a Amar uns aos outros, de forma incondicional. Essa última é a mensagem e exemplo de nosso amado Mestre Jesus. O que estamos fazendo nesse sentido? A prática da ação desapegada só será possível para aqueles que já se livraram dessa sua prisão psicológica. Esses, já começam a chegar a Casa Paterna. Todos os outros, do qual também faço parte, tem nesse ensinamento da ação desapegada, da Karma Yoga, uma enorme possibilidade de se trabalhar interiormente para a redução de seu egoísmo. A todo instante você pode praticar... Ninguém precisa saber, pois esse é um trabalho intimo, entre você e o Pai Celestial, que te vê em secreto no Altar do seu Coração.”

Namastê

OM SAI RAM

 



Escrito por João Ricardo Correia às 11h14
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REFLEXÃO
Aula das 5 horas de 25/05/06

Penitenciária Estadual de Parnamirim - Sala de Yoga

 

          “Acreditando que o mundo, como é conhecido no estado de vigília, é real, e que o objetivo mais elevado, neste mundo, é a obtenção da felicidade, o homem acumula os instrumentos e os símbolos desta felicidade; ele modela, de acordo com sua própria predileção e inclinação, as leis, os ideais, as instituições e os princípios que sustentariam esta felicidade. Mas pode o objetivo da vida ser somente este: debater-se entre as ondas de alegria e dor, que se elevam e morrem neste visível mundo objetivo, ser carregado pela corrente do desejo, reunindo alimento, abrigo, conforto e prazer, e, finalmente, se debater nas garras da morte? Se o homem conduz a vida dessa maneira, ele não é, verdadeiramente, melhor que um simples animal.”

                                                                                                                                                      

Sathya Sai Baba

 

 

Comentário de Gusson

 

 

            “A necessidade de comentar esse ensinamento de Swamiji (maneira carinhosa como Sai Baba é chamado por seus devotos), não existe. Lembro-me aqui das palavras do Amado Mestre Jesus: Quem tem ouvidos, ouça...

            O que importa aqui é nos lembrarmos de que Baba é muito claro quando nos avisa para que não procuremos ou tentemos construir nossa felicidade em um mundo em constante mutação, alicerçando essa felicidade naquilo que é transitório. Tudo passa, nós também passaremos, mas isso não significa que devamos nos isolar do mundo, mas sim, que temos que aprender e desenvolver a arte de viver no mundo sem fazer parte dele. Sirva e desfrute o mundo, mas não seja escravizado por ele.

            Temos que perceber Quem Realmente Somos... Então, poderemos desfrutar da felicidade tão almejada e buscada, pois ela é um estado de Ser e não de Ter. O tempo passa a cada momento e não podemos afirmar quando que irá soar o sino para a nossa partida desse mundo... Será que precisamos de tudo o que nossa mente deseja de forma incessante, quase que desesperadamente, como se pudéssemos através das conquistas mundanas encontrar a satisfação que gerará a felicidade que procuramos? O mais longe que poderemos prosseguir com todas as nossas conquistas é até o tumulo. E olha lá!!!"

             

Namastê

OM SAI RAM

 



Escrito por João Ricardo Correia às 15h45
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Mente Livre no palco


          O coreógrafo, bailarino, ator, compositor, diretor e ex-monge Ciro Barcelos, que está em cartaz há 10 anos em cartaz com “Francisco de Assis”, espetáculo musical que já foi assistido por um milhão de pessoas no Brasil e na Itália, vai adaptar o vídeo “Do Lodo ao Lótus”, de Marcelo Buainain, numa peça teatral que mostrará ao Brasil a transformação ocorrida na vida de Luiz Henrique Gusson Coelho, depois que ele conheceu o yoga no presídio.

          Ciro Barcelos assistiu ao vídeo no Rio de Janeiro, onde mora, conversou com Marcelo Buainain há menos de um mês e revelou a vontade de montar a peça. No sábado passado, Ciro conheceu Gusson pessoalmente e admite que chorou de emoção. “Desde que vi o vídeo, percebi que as palavras de Gusson são verdadeiras. Ao conversar com ele, essa certeza de sua transformação somente aumentou. Estou há dez anos com o espetáculo Francisco de Assis e ainda não havia sido tocado para fazer nada mais. Entretanto, senti vontade de montar esse espetáculo. É esse teatro que gosto, que mostre a verdade ao público. Já morei na Índia, pratico yoga, conheço o professor Hermógenes há vários anos, passei seis meses nos mosteiros de Assis, morei oito anos na França, dirigi shows de Ney Matogrosso, Gal Costa e agora meu novo projeto é uma peça sobre este trabalho inédito que está sendo realizado aqui no Rio Grande do Norte, que ressocializa os detentos. Isso é maravilhoso”, analisa.

          Diretor da Trapa Companhia Mística de Teatro (RJ) e conhecido internacionalmente, Ciro Barcelos visitou o Projeto Mente Livre, que leva a prática do yoga aos apenados, nas Penitenciárias de Parnamirim e Alcaçuz, onde esteve na manhã de ontem com o secretário de Justiça e Cidadania, Leonardo Arruda Câmara, e o fotógrafo e cineasta Marcelo Buainain. “Os depoimentos que ouvi dos presos que participam do projeto são impressionantes”, resume.

          Não é de hoje que Ciro conhece presídios por dentro. No Rio de Janeiro, já visitou vários deles em busca de dados que enriqueceram sua atuação como artista. “É muito bacana a gente chegar a um recinto, dentro de um presídio, como vi em Parnamirim, e ver aquelas pessoas praticando yoga, buscando a transformação espiritual. O que está sendo feito aqui é preciso ser mostrado ao mundo e levado a todas as penitenciárias, independentemente em que país elas estejam”, disse.

          Ciro Barcelos retorna ao Rio de Janeiro. Na bagagem, além da camiseta do Projeto Mente Livre, leva um monte de idéias que vai transformar em projeto, para correr atrás dos patrocínios que viabilizarão a empreitada. Ele revela que deseja montar um espetáculo musical, com dramaturgia, encenado por quinze atores, alguns dos quais poderão ser de Natal. “Vi um ator daqui, Isaac Galvão, ensaiando e gostei muito do seu potencial. Penso que ele poderá ser um dos atores dessa peça que pretendo montar, como também estou pensando em convidá-lo para uma participação especial em Francisco de Assis, que desejo apresentar em Natal em agosto próximo”, comentou o coreógrafo.

         Ciro Barcelos planeja retornar “o mais rápido possível” ao Rio Grande do Norte, para fazer um laboratório nos presídios, onde estudará o comportamento dos detentos e também apresentará alguns tipos de dança. “Esse musical que desejo montar será com danças contemporâneas, como fiz em Francisco de Assis”, antecipa. O teatrólogo se mostra ansioso em ver logo o trabalho finalizado e pronto para a estréia. “A idéia é até que se possa realizar um evento só lançando a peça, o DVD do Lodo ao Lótus e o livro que Gusson escreveu. Se conseguirmos fazer isso será muito bom”, comenta o fotógrafo Marcelo Buainain.

          O secretário Leonardo Arruda, um dos principais incentivadores da implantação do Mente Livre, ressalta que o Projeto está recebendo apoio de autoridades e de vários segmentos da sociedade. “Só tenho a agradecer à presença de Ciro Barcelos. Estou muito receptivo a essa idéia e espero que o espetáculo seja logo colocado em prática. Da nossa parte, faremos o que for possível para viabilizar o projeto”, comentou o secretário.

          E para quem pensa que a idéia de transformar o vídeo em peça teatral é algo difícil de acontecer, Ciro Barcelos avisa: “Conversei sobre o que vi aqui no Rio Grande do Norte com Roberto Farias (cineasta). Ele ficou muito interessado em saber os detalhes. De repente, o Projeto Mente Livre vira um filme”, avisa.



Escrito por João Ricardo Correia às 15h00
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REFLEXÃO
Aula das 5 horas de 24/05/06

Penitenciária Estadual de Parnamirim - Sala de Yoga

 

          “Havia dois papagaios em uma arvore. Um caçador os pegou em uma armadilha e os vendeu. Um para um açougueiro cruel e desprezível, e o para uma sábio que estava dirigindo um convento, para ensinar os Vedas. Depois de alguns anos, o caçador se surpreendeu ao descobrir que um pássaro praguejava de maneira muito vil, enquanto o outro recitava a glória do Senhor, em um tom musical doce, que cativava os ouvintes. Assim é o efeito do ambiente; então, sempre busque e assegure a companhia de pessoas boas e santas.”

 

Sathya Sai Baba

 

Comentário de Gusson

 

            “O ditado me diga com quem andas e te direi quem és, aqui tem o seu lugar. O que realmente importa não é o ambiente que você esteja, mas sim a sua companhia. As pessoas que se relacionam conosco, acabam por interferir em nossa vida de alguma maneira, pois com essas trocamos idéias e impressões sobre a vida entre outras coisas. Dentro de um presídio, o que se costuma ouvir é toda a sorte de conversas negativas, deprimentes, em tom de revolta e vingança, quando não criminosa... Foi exatamente por isso que edificamos esse Mandir (Templo). Aqui temos a possibilidade de estudar o que foi dito pelos grandes mestres da humanidade e dessa forma podemos nos conectar com o padrão de pensamento desses seres. Além disso, quando todos nós acabamos nos unindo em busca de um mesmo ideal que é o melhoramento íntimo de cada um, a energia criada pelo grupo, quando sincero, tem o poder de nos conectar com a energia criada por todos os buscadores sinceros de todos os tempos e o progresso no caminho espiritual será um fato certo e muito mais fácil que fazê-lo de forma isolada. É justamente por isso que sempre peço a vocês para que se mantenham em silêncio dentro do Mandir, que não iniciem ou mantenham conversas tolas e negativas, que controlem o paladar e o falar e nutram pensamentos nobres. Esse é um dever de cada um aqui, pois não podemo nos omitir da responsabilidade espiritual que cada um de nós tem nesse espaço sagrado dentro de uma penitenciária. Somos uma comunidade espiritual e a despeito do que possamos estar passando pela imposição da prisão de nossos corpos físicos, somos todos livres para mergulhar em nossa essência Divina, que está em nós mesmos. Esse é o dever máximo da vida de cada habitante do planeta Terra, e vocês estão fazendo isso. Tornem-se papagaios que cantem docemente a Glória do Senhor. Só depende de vocês, a oportunidade o Pai Celeste está dando.”

 

Namastê

OM SAI RAM



Escrito por João Ricardo Correia às 14h50
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REFLEXÃO
Aula das 5 horas de 23/05/06

Penitenciária Estadual de Parnamirim - Sala de Yoga           

 

          “O homem comete um grande pecado ao esquecer a sua Divindade.  Não consegue reconhecer a sua verdadeira natureza, considera-se um individuo distinto e preenche sua mente com desejos e ódio. Não deveríamos considerar a existência humana como algo desprezível, ou fraco e impotente. O homem é a encarnação do Ser, da Consciência e da Bem Aventurança. Nele, o Divino sempre irradia luz e bem aventurança. Mas, devido à barreira de pensamentos maus, ele é incapaz de experimentar essa bem aventurança.”

Sathya Sai Baba

 

Comentário de Gusson

 

            “Quando Sai baba diz que cometemos um pecado ao nos esquecermos de nossa divindade, isso deve ser compreendido com gravidade, pois pecado é aquilo que não agrada a Deus. É realmente um sacrilégio nós não lutarmos para nos desidentificarmos com o corpo fisico transitório, bem como não buscarmos observar nossos processos mentais na busca de percebermos, no minimo, aquilo que ao menos não somos, ou seja, o corpo e os pensamentos. Somos isso também, mas não apenas isso. Temos nas profundezas de nós mesmos, uma dimensão mais profunda, que em maior ou menor grau, todos podemos perceber sua existência no interior de cada um de nós. É essa dimensão, esse Ser, aquilo que realmente somos e Ele é nada mais que a Encarnação da Divindade. É isso o que nos diz Sathya Sai Baba.

            Jesus também disse: 'Sede perfeitos como vosso Pai do Céu é perfeito'. Não terá o Mestre da galiléia dito a mesma coisa que Sai Baba, só que usando outras palavras? Poderia o Mestre Jesus nos pedir para sermos como o Pai se em nosso intimo não tivéssemos a essência da Divindade como nossa verdadeira natureza? O que aqui percebemos é que se trata da mesma mensagem desses dois grandes Mestres da Humanidade...

            O que nos resta saber é se estamos fazendo algum esforço para, através de alguma prática ou disciplina espiritual, tentarmos nos conectar com essa realidade que somos cada um de nós. Já esta mais do que na hora de pararmos de buscar preencher o nosso vazio interior(que todos temos em alguma medida) correndo atrás da satisfação egoístas dos desejos infindáveis de nossas mente atormentadas e até mesmo “adoecidas” pelas atrações passageiras que o mundo empresta." 

Namastê

OM SAI RAM



Escrito por João Ricardo Correia às 14h47
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REFLEXÃO
Aula das 5 horas de 22/05/2006

Penitenciária Estadual de Parnamirim - Sala de Yoga           

 

          “O homem pode compreender sua missão na Terra somente quando honrar todos os outros como o Divino. O homem tem que adorar Deus na forma de seu próximo. Deus aparece diante dele como um mendigo cego, um idiota, um leproso, uma criança, um homem velho decrépto, um criminoso ou um homem louco. Você deve ver, mesmo através desses véus, a Encarnação Divina do Amor, Poder e Sabedoria – o Sai, e O adorar através do serviço desinteressado ao próximo.”

Sathya Sai Baba

 

Comentário de Gusson

 

            “Sathya Sai Baba, um Ser Perfeito que caminha entre nós na Terra atualmente, diz que 'mãos que ajudam são mais sagradas do que lábios que oram'. Na mensagem acima, quando Ele nos fala para prestarmos serviço desinteressado ao próximo, ele esta justamente nos exortando para que sirvamos a Deus em Seus filhos. Muitas pessoas se vangloriam de conhecer as escrituras todas, de fazerem várias orações e de passarem muitas horas em meditação. Essas práticas servem para nos preparar para o serviço, mas essas práticas sem o serviço ao próximo acaba por nos tornar como aquilo que Jesus chamou de Túmulos caiados, bonitos por fora e podres por dentro.

            A diminuição do egoísmo será enormemente facilitada se pudermos servir aqueles que sofrem mais do que nós, aqueles que são realmente necessitados de ajuda ao longo da vida. Aprender a reconhecer Deus por trás das aparências físicas das pessoas é um grande desafio, eu sei, mas sei também que esse aprendizado progressivo pode nos liberar das prisões individuais que são engendradas pelo nosso ego, pois ao nos identificarmos e solidarizarmos com a dor do outro, compreendendo-o, iremos nos tornar aptos para experimentar a maravilha da compaixão e o Amor incondicional, irá surgir em nós como presente Divino pela entrega ao serviço a Deus em nosso próximo” Lembrem-se que o apóstolo Paulo disse algo que pode ser sintetizado como: “Se eu tivesse todos os dons e ainda assim me faltasse o Amor, eu nada seria”.

 

Namastê

OM SAI RAM



Escrito por João Ricardo Correia às 14h34
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